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Acordo de Paris: Conheça o novo passo para à sustentabilidade


Com a pandemia da COVID-19, a emissão de gases de efeito estufa (GEE) diminuíram consideravelmente, no início da pandemia, foi registrado uma redução de 7% comparado aos anos anteriores.

Portanto, essa redução não foi suficiente para que houvesse uma melhora no cenário atual. Segundo dados do serviço meteorológico nacional do Reino Unido, 2021 pode ser um ano bem alarmante quanto a emissão de gás carbônico.

De acordo com informações dadas pelo Observatório Mauna Loa, no Havaí, o crescimento pode vir a alcançar 50%, sendo assim, o maior crescimento já registrado desde o século 18 (início da atividade industrial).

Chegamos a um momento em que, cuidar do planeta não é mais uma opção, mas sim um fator obrigatório, não apenas para os líderes, mas para todas as pessoas.

Hoje, a sustentabilidade se tornou um ato de sobrevivência!!

Felizmente, líderes de vários países começaram a se conscientizar, e por mais que a mudança seja dolorosa e gradativa, podemos ver ações voltadas para o bem-estar do nosso planeta e principalmente, para o nosso bem-estar.

O acordo de Paris

Até 2050, fontes renováveis e hidrogênio verde irão totalizar 90% das soluções voltadas para emissão zero de carbono.

  • Limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC;
  • Adaptação dos países quanto as mudanças climáticas, em especial os países menos desenvolvidos com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos;
  • Estímulo financeiro e tecnológico dos países desenvolvidos com o objetivo de ampliar as ações que levam ao cumprimento das metas dos países menos desenvolvidos;
  • Desenvolvimento tecnológico e transferência de tecnologia para a capacitação para adaptação às mudanças climáticas;
  • Cooperação entre sociedade civil, o setor privado, instituições financeiras, cidades, comunidades e povos indígenas para ampliar e fortalecer ações com o objetivo de reduzir os efeitos referente ao aquecimento global.

Esses são um dos principais objetivos do conhecido Acordo de Paris, o acordo tem como principal objetivo, limitar o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2ºC neste século, buscando um resultado de 1,5ºC para atender aos países mais vulneráveis às mudanças climáticas.

O Acordo conta principalmente com os países desenvolvidos, destinando no mínimo US$ 100 bilhões a partir de 2020, para os países em desenvolvimento combaterem as mudanças climáticas.

Para que o acordo entrasse em vigor, o tratado deveria ser ratificado por 92 países, representando 55% da emissão de gases de efeito estufa.

Durante o evento, o Acordo de Paris foi assinado por 195 países, e passou a entrar em vigor em 04 de novembro de 2016 e até junho de 2017, dos 195 países que assinaram, 147 o ratificaram.

O Brasil concluiu o processo de ratificação do acordo em 12 de setembro de 2016, e desde a validação, as metas brasileiras se tornaram um compromisso oficial para reduzir os impactos do aquecimento global.

A NDC do Brasil tem como principais metas reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, até 2025 e reduzir as emissões de carbono em 43% até 2030.

Outras ações

Muitas ações já começaram a serem tomadas para que o objetivo seja alcançado, uma das principais ações é a precificação do carbono como um meio sustentável.

A carbono é um dos principais contribuintes para a poluição atmosférica, todo ano bilhões de toneladas são emitidas. Para que os objetivos pautados no Acordo de Paris sejam alcançados, acredita-se que a precificação do carbono pode vir a acelerar a redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A precificação tem como objetivo estimular investimentos na economia limpa e de baixo carbono. É sabido que atribuir um valor maior a esse elemento não resultará em uma economia 100% limpa, mas resultará em um uso mínimo de carbono enquanto os produtos de menor intensidade começará a se tornar mais atrativo.

Sendo assim, sua precificação tem como principal objetivo incentivar e mudar o comportamento econômico, buscando assim, desenvolver produtos e serviços com menos intensidade de carbono.

É claro que esse elemento não resgatará os impactos ambientais causados ao longo do seu uso, porém pode vir a ser um compensador referente aos negativos impactos relacionados a emissão de GEE (Gás de Efeito Estufa).


O acordo e todo o movimento causado é um grande começo para um novo mundo sustentável, mas para que ocorra um cumprimento das metas, por parte de todos os países que ratificaram o acordo, exigira cooperação mundial, juntamente com muita inovação e tecnologia para melhorar a gestão associada a uma economia limpa.

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