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Eletrobras: privatização, nova presidência e modernização

Privatização da Eletrobras

Uma medida provisória com o intuito de avaliar a privatização da Eletrobras foi entregue pelo Governo Federal no dia 23 de fevereiro ao Governo Nacional.

A pesquisa deve durar cerca de 8 meses e durante esse período, a medida permitirá que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dê início a estudos sobre a redução de participação ou exclusão da gestão do estado.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME) a privatização da empresa poderá trazer competitividade com sustentabilidade.


“A capitalização da Eletrobras é essencial para fazer com que o Brasil volte a crescer e é também fundamental para um setor que precisa de investimentos. Isso contribuirá para o abastecimento presente e futuro de toda a cadeia produtiva, a preços competitivos, porque a energia elétrica é insumo básico para a indústria, agricultura e serviços”, afirmou Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia.

“Além de permitir a captação de recursos pela União e pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) em montantes superiores a R$ 50 bilhões, a medida prevê o desenvolvimento de projetos fundamentais nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, que transcendem o próprio setor elétrico, contribuindo para o desenvolvimento do país”, acrescentou o MME.

Investimentos

O texto aponta prováveis investimentos caso a privatização da Eletrobras ocorra.

Serão eles:

– R$ 250 milhões anuais pelo prazo de 10 anos para o desenvolvimento de ações visando à redução estrutural de custos de geração de energia na Amazônia Legal;

– R$ 230 milhões anuais pelo prazo de 10 anos para a revitalização de bacias hidrográficas, onde se localizam as usinas hidrelétricas de furnas;

– R$ 350 milhões anuais para a revitalização da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, porém com a inovação de destinação de energia elétrica para o projeto de transposição do rio.

Novo presidente da Eletrobas e propabilidade de modernização no setor elétrico

O novo presidente

Com um currículo grandioso, Rodrigo Limp foi anunciado no dia 25 de março como novo presidente da Eletrobras após Wilson Ferreira, por motivos pessoas, ter renunciado o cargo no dia 25 de janeiro.

Limp atuol como diretor da Agência Nacional de energia elétrica entre maio de 2018 e março de 2020, é o atual secretário de Energia Elétrica MME (Ministério de Minas e Energia) e agora, atual presidente da Eletrobras.

Como a nova presidência aumenta a probabilidade de modernização do setor

Rodrigo Limp já atuou e atua em altos cargos, todos voltados para o setor elétrico, por essa razão, Limp possui uma vasta experiência na área de regulamentação, se mostrando participativo em processos de modernização e aprimoramento do segmento elétrico no âmbito das casas legislativas, Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica, entre outros campos.

Newton Duarte, presidente executivo da Associação da Industria da Cogeração de Energia (Cogen), considera que ter Rodrigo Limp como presidente da estatal comprova o intuito da MME continuar com seu trabalho com excelência.

“A Cogen entende que a maior empresa do setor elétrico brasileiro continuará a trilhar sua bem-sucedida trajetória de recuperação da sua capacidade econômico-financeira”.

“O fortalecimento da Eletrobras interessa a todos os agentes do setor elétrico. Com a prevista capitalização da empresa, novas perspectivas de investimentos se abrem para os sistemas de geração e transmissão, além da eficiência energética, incluindo a geração distribuída, cogeração e armazenamento de energia elétrica”, diz Newton Duarte.

Reginaldo Medeiros, atual presidente executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), também se mostra de acordo e esperançoso com a nova presidência.

Medeiros declarou que Limp possui um contato único com o Parlamento e uma interlocução significativa no setor, se fazendo assim, um profissional altamente qualificado para o cargo.

“É a pessoa certa para o complexo desafio de privatizar a Eletrobras, tema discutido há mais de 25 anos e nunca concretizado. Tenho certeza de que Limp fará a diferença na evolução da companhia” Declarou Reginaldo Medeiros.

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